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ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL DO NORDESTE PODE E DEVE SER REATIVADA

Quarta-feira, 19 de Outubro de 2016 | Editoria: INAD | Editor Responsável: LEONIDES ALVES DA SILVA FILHO

Professor Leonides Alves
Série Desenvolvimento – III

A articulação política, institucional, regional e técnica do Nordeste, precisa ser reativada, criando condições para que as lideranças possam atuar conjuntamente, na busca de objetivos comuns, devidamente estudados, e que traduzam os interesses maiores da Região, fazendo com que as decisões ocorram em tempo hábil, considerando a força política da Região que, agindo em conjunto, poderá conseguir decisões representativas, passíveis de serem executadas.
O Brasil, nos últimos anos, deixou de fazer planejamento, abandonando a filosofia do desenvolvimento, com abordagem global, setorial e regional, passando a atuar de forma segmentada, estimulando programas que, em muitos casos relevantes, nem sempre atingiram os objetivos e metas programados, pois geraram conflitos no processo de implementação.
Vale destacar que a partir da década de 60, houve um grande esforço, no sentido do Nordeste atuar como um bloco regional, mesmo com os acréscimos do Nordeste legal – parte de Minas Gerais e Espírito Santo, procurando evitar que os estados atuassem, isoladamente, para que as decisões pretendidas fossem efetivamente conseguidas.
Ressalte-se, que a partir da década de 70, foram sendo adotadas, através das autoridades econômicas do País, orientações voltadas para centralizar o processo decisório, em nível Nacional, com articulação direta dos estados e municípios com o Ministério do Planejamento, por intermédio da Secretaria de Articulação com os Estados e Municípios - SAREM, instituída no Ministério do Planejamento, com essa finalidade específica.
Nas décadas subsequentes, a centralização foi sendo consolidada, com a efetiva marginalização do Nordeste e das outras regiões, situação reforçada com o fato do País abandonar o planejamento, como instrumento do desenvolvimento, o que acelerou a desarticulação política, institucional e administrativa, estimulando atuações isoladas, muitas vezes, com projetos que, atuando sem conexão com outras intervenções, apresentavam dificuldades de execução, tendo mais efeito de manchete jornalística do que resultado econômico e social para a Nação.
O quadro descrito permite concluir ser necessário, e imprescindível, iniciar um processo de mobilização institucional, de natureza política, institucional e técnica, visando um amplo envolvimento da sociedade, em todos os níveis, para que o Nordeste volte a participar do processo de desenvolvimento.

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