BLOG DO LEONIDES

PRESIDENTE DILMA, PRIMEIRA ORADORA DA ASSEMBLÉIA GERAL DA ONU: BRASIL MANTÉM TRADIÇÃO

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

 
Nos idos de 1920, após a Primeira Guerra Mundial, foi criada a Liga das Nações, integrada por um grupo fundador de 44 países, dentre os quais o Brasil, numa tentativa de articular, institucionalmente, as nações, embora todos tivessem consciência de que cada uma é soberana, não estando sujeitas, unilateralmente, a decisões internacionais. A Entidade procurou cumprir os seus objetivos, entretanto, teve dificuldades insuperáveis, porque dela não participavam países da maior importância como os Estados Unidos.
 
A partir de 1941 quando se desenrolava a Segunda Guerra Mundial, e era Presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, o General Dwight D. Eisenhower, iniciou articulações para instituir uma organização, de cunho internacional, objetivando integrar as ações dos países, visando ação conjunta no campo da defesa, como também, no tratamento coletivo dos problemas mundiais.
 
No Brasil, o grande líder foi o diplomata Osvaldo Aranha, que liderava um movimento denominado movimento Panamericano, objetivando a adesão dos países panamericanos, aos aliados liderados pelos Estados Unidos, posição contrária ao grupo liderado pelo Ministro da Guerra, General Eurico Gaspar Dutra, que defendia o apoio à Alemanha.
 
As negociações para criar uma entidade internacional, evoluíram positivamente e, em 1945, no dia 24 de outubro, foi instituída a Organização das Nações Unidas – ONU.
 
A estrutura básica da instituição é composta por um Conselho de Segurança e uma Assembléia Geral, sendo o Conselho de Segurança composto por 15 países, dos quais 5 são permanentes e 10 são eleitos pela Assembléia Geral, com mandato de 2 anos. Os membros permanentes, desde a fundação são: França, Estados Unidos, Reino Unido, Rússia e República Popular da China. Esses países possuem poder de veto, sobre as decisões, consequentemente, as aprovações terão de ser sempre por unanimidade. A execução das decisões ocorrem através de comissões especiais ou por intermédio de agências, dentre as quais pode-se citar: Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
 
 
PRONUNCIAMENTO DA PRESIDENTA DILMA: ONU – 2011
 
A Presidenta Dilma Rousseff, cumprindo a tradição, iniciada em 1947, quando o diplomata brasileiro, Osvaldo Aranha foi o primeiro orador da Sessão Especial das Nações Unidas, fez o seu pronunciamento de forma firme e determinada, como estadista, conhecedora dos problemas internacionais e fazendo proposições de interesse mundial.
 
A Presidenta brasileira afirmou que a solução dos problemas internacionais não poderá ficar adstrita a um grupo limitado de países, sendo necessária a participação de um conjunto de nações emergentes, que poderão contribuir decisivamente para solução dos problemas econômicos e sociais.
 
“O Conselho de Segurança das Nações Unidas, precisa ser reestruturado”, disse a Presidenta, objetivando permitir sua ampliação, com a inclusão no grupo permanente de países emergentes, como o Brasil, que se encontram marginalizados, institucionalmente, das grandes decisões internacionais.
 
A Presidenta, não poderia entrar em detalhes, em um pronunciamento dessa natureza, entretanto, pode-se afirmar que não é possível o Mundo continuar na dependência absoluta de 5 países. Na reestruturação do Conselho de Segurança precisa, além da composição, ser discutido o sistema de votação, admitindo o conceito de voto qualificado, considerando que é inadmissível, no mundo moderno, o poder de veto, pois ele é impositivo e anti-democrático.
 
A criação do Estado Palestino foi outro destaque do discurso presidencial, tendo o Brasil firmado posição no sentido de apoiar a institucionalização de um Estado, para os palestinos, como condição essencial para a paz mundial.
 
Com relação à crise financeira internacional a Presidenta brasileira foi incisiva, ao afirmar que seria necessário ajudar a Grécia e os países em dificuldades, para que a crise não se alastrasse, criando problemas para a maioria dos países. A Presidenta, em todos os momentos manifestou a posição brasileira, no sentido de participar das negociações, no encaminhamento de soluções para os problemas internacionais.
 
No Brasil, o discurso da Presidenta Dilma Rousseff, teve ampla repercussão positiva, mesmo nas hóstis oposicionistas, embora alertando para a necessidade de adotar a austeridade pregada nos seus discursos, na economia brasileira, principalmente, evitando o que a oposição chamou de “gastança desenfreada”.
 
Parabéns Presidenta Dilma Rousseff. Os brasileiros ficaram satisfeitos, pois o Brasil ampliou e consolidou a sua situação, no concerto internacional, como Nação democrática e sempre disposta a contribuir para a Paz Mundial.

Email | Comentários (1)
  • Paulo de Tarso de Moraes Souza 14/10/2011 09:15 Muito bom o Comentario do Professor Leonides Alves Filho sobre o discurso da nossa Presidenta Dilma Rousseff na Assembleia das Naçoes Unidas.Pena que a imprensa nacional não tenha dado a importância que o discurso merece.A palavra da Presidenta foi mais aplaudida no exterior do que no Brasil,o que é lamentável.Dos comentários que li este do Professor Leonides e dirigente do INAD foi o mais esclarecedor.Pena que nós,os nordestinos sejamos tão pouco ouvidos e levados a sério.












Voltar
Endereço: Rua Leonardo Bezerra Cavalcante
672 - Recife - PE CEP: 52060-030 | Fone: (81) 3268-9644 / 3441-9478

© 2012 INAD. All Rights Reserved
Website desenvolvido pela Unu Soluções