BLOG DO LEONIDES

O IDH COMO SUBSTITUTO DO PIB

Terça-feira, 04 de Outubro de 2011

 
Após a utilização, por muitos anos, do Produto Interno Bruto – PIB, como índice de desenvolvimento, as Nações Unidas – ONU, depois de circunstanciados estudos, concluiu que deveria adotar um indicador que tivesse condições de mensurar com maior representatividade, as variáveis econômicas e sociais do processo de desenvolvimento.
 
O índice clássico, baseado exclusivamente no PIB, foi progressivamente sendo substituído pelo Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, que passou a ser calculado considerando a longevidade, educação e o próprio PIB. A longevidade era calculada considerando indicadores de saúde como: taxa de mortalidade, saneamento básico, meio ambiente e índices nutricionais. Na educação, o principal indicador era o analfabetismo, enquanto o indicador PIB, era calculado com base na renda per capita .
 
Os estudos prosseguiram nas Nações Unidas, no sentido de aperfeiçoar os índices de mensuração e, no processo evolutivo, novas modificações foram introduzidas, nas principais variáveis de mensuração.
 
Longevidade, não sofreu modificações e continuou sendo calculada dentro da sistemática anterior. A educação teve substanciais alterações, mudando o nome de educação para conhecimento, deixando de ser calculada com base no analfabetismo, para ser obtida através da média de escolaridade e, também, em função da média da escolaridade projetada. O PIB foi substituído pelo Produto Nacional Bruto – PNB, por considerar exportações menos importações, como também, rendas recebidas menos rendas remetidas para o exterior.
 
Considerando a importância do novo indicador, acredita-se ser relevante detalhar o conteúdo de cada variável objetivando um maior entendimento da composição de cada uma e, principalmente, a importância do índice, como instrumento efetivo de validação do processo de desenvolvimento.
 
LONGEVIDADE
 
A variável relaciona-se diretamente com a esperança de vida que, no Brasil, tem aumentado, consideravelmente, na medida em que são melhoradas as condições de vida da população, em decorrência das políticas sociais de natureza governamental, como também, o poder aquisitivo das comunidades. Os programas de saúde pública, diretamente vinculados a população, os projetos de saneamento, representados por ações nas áreas de abastecimento d´água e esgotamento sanitário, como os de saneamento ambiental, ao lado dos de natureza nutricional, contribuem para o aumento da expectativa de vida. O fundamental é que a longevidade é tratada na metodologia que calcula o IDH, como uma variável autônoma e, não, como ocorria historicamente, quando era considerada como consequência do processo de desenvolvimento, quantificado a partir do crescimento do PIB.
 
EDUCAÇÃO
 
O indicador educação, na sistemática anterior, era calculado com base no analfabetismo, sem maiores valorizações à permanência do estudante, nas diversas etapas dos programas educacionais, fato que gerava distorções, tornando o indicador pouco representativo, embora já significasse um avanço, evitando que os índices educacionais, dependessem, exclusivamente, do PIB.
 
Na nova metodologia, houve a orientação de considerar a média de escolaridade, como elemento fundamental e, ao mesmo tempo, estimar a escolaridade para períodos determinados, fatos que indicam que se terá uma idBlogéia mais concreta da permanência dos alunos nas escolas, sem dúvida, variável relevante, por significar maior tempo de estudo.
 
PRODUTO INTERNO BRUTO – PIB
 
Historicamente, o PIB, sempre foi utilizado, como o grande indicador de desenvolvimento, talvez pela facilidade de ser calculado e comparado com o estágio de crescimento de outras nações.
 
A evolução das sociedades foi evidenciando a inconsistência do indicador e, a necessidade de sua substituição, considerando que o PIB, não indicava, por exemplo, o grau de concentração ou desconcentração de renda, a situação social das populações, ou seja, tinha um caráter, fundamentalmente, economicista. Ademais, o PIB, não indica a quantidade de bens e serviços que se encontram a disposição da comunidade, em um determinado momento, considerando que parte dele é exportado, outra vem do exterior, através das importações e, por outro lado, rendas são enviadas para o exterior e outros rendas podem ser recebidas do exterior.
 
Os estudos levaram os especialistas a substituírem o Produto Interno Bruto – PIB, pelo Produto Nacional Bruto – PNB, considerando que o último incorpora as variáveis relativas aos fluxos com o exterior.
 
UTILIZAÇÃO EFETIVA DO IDH
 
As Nações Unidas vêem difundindo o indicador a partir da conclusão dos seus estudos em 1990, entretanto a ONU concentra suas publicações em nível internacional, com o objetivo de realizar comparações de desenvolvimento entre os países. No Brasil, os primeiros resultados do IDH brasileiro, calculado para estados e municípios, ocorreram em 1991, contando com a assistência técnica do Programa das Nações Unidades para o Desenvolvimento – PNUD, ressaltando-se que os cálculos foram realizados para os 27 estados do país e para o Distrito Federal, como também para os municípios, sendo que nesse caso, denomina-se Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDH-M.
 
O IDH, ainda é pouco difundido e, consequentemente, utilizado, face às dificuldades no levantamento de dados e, sobretudo quanto às possibilidades efetivas de comparações, entretanto as Nações Unidas, em nível internacional, publica o índice anualmente, porém o Brasil publicou o Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, em 1991 e 2000, publicações essas realizadas com base na metodologia antiga. A tendência, entretanto, é no sentido de sua ampliação, considerando a sua representatividade como indicador do processo de desenvolvimento.
 

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