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PRESIDENTA DILMA PRECISA SABER A VERDADE: SECAS

Quinta-feira, 05 de Setembro de 2013

As repercussões negativas das secas sobre a população nordestina provocam fome, sede, miséria e as tensões sociais levando os governantes a adotarem medidas emergenciais, com grandes gastos, que nem sempre representam soluções para minimizar as dificuldades estruturais da população.
Historicamente, as propostas são sempre as mesmas, representadas por distribuição de água através de carro pipa, cestas de alimentos, perfuração de poços, construção de cisternas e açudes, recomposição e perdão de dívidas, além de algumas promessas grandiosas, como a conclusão do Projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco para vários estados do Nordeste, que sofrem mais diretamente com o fenômeno.

As questões básicas parecem ser: será que as experiências de instituições como o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS ou da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE, não foram capazes de indicar soluções definitivas? Essas entidades não tiveram condições de definir a estratégia adequada para reduzir os impactos negativos? Será que as proposições foram implementadas conforme os projetos? As decisões governamentais tiveram o verdadeiro objetivo de diminuir, em caráter permanente os efeitos negativos das secas sobre a população ou apenas representaram impactos jornalísticos sobre as comunidades?

A VERDADEIRA HISTÓRIA
O DNOCS, representando a tônica de sua época, partiu para uma estratégia voltada para executar obras que contribuíssem para aumentar a acumulação de água na Região, construindo para isso, grandes açudes, com funções de atender as populações quanto as suas necessidades de água, com a perspectiva de poder promover a regularização de rios, além de criar condições para instalar projetos de abastecimento d’água nas cidades. Destaque-se os açudes denominados Armando Ribeiro Gonçalves, no Rio Grande do Norte e Orós, no Ceará, que regularizou o Rio Jaguaribe e, ainda, a Barragem de Jucazinho, que permitiu o abastecimento d’água de Caruaru.

A SUDENE, como instituição de desenvolvimento na área das secas, montou sua estratégia partindo do pressuposto de que o problema não seria combater as secas mas criar condições para aumentar a convivência com o fenômeno, reduzindo os seus efeitos negativos, através da criação de uma infraestrutura capaz de aumentar a resistência das populações, dentro da mesma filosofia de que não se combate a neve, porém se convive com a situação. A SUDENE partiu para implementar programas de desenvolvimento, atuando nas secas, como atividade emergencial, por necessidade de, a curto prazo, atender as populações, sempre consciente de que sua ação na área não representava desenvolvimento, entretanto era socialmente necessária.

CONCEPÇÃO CORRETA E EXECUÇÃO ERRADA
As secas que assolam o Nordeste, neste ano, trouxeram à Região a Presidenta Dilma Rousseff, que anunciou vários programas, com aporte dos respectivos recursos, procurando tranquilizar as comunidades, afirmando que haveria disponibilidades para o atendimento das necessidades imediatas, ou emergenciais, tendo determinado providências para início das medidas aprovadas.

Pode-se afirmar, com segurança, que as propostas são cópias de soluções anteriores, significando o fato, que o problema não reside nos tipos de projetos e, sim, na falta de continuidade da execução, independentemente da existência das secas. Infelizmente, a execução dos projetos é suspensa logo que comece a chover, independentemente do estágio em que se encontram, pois, com as chuvas a Região deixa de ser motivo de preocupações, pela redução das tensões sociais. As cestas básicas de alimentos e a distribuição d’água pelos carros pipas são fundamentais, como ação emergencial. A construção de cisternas e açudes servirá para acumular água quando houver chuvas, entretanto, a curto prazo, contribuirá para gerar emprego e renda, enquanto a recomposição das dívidas reduzem tensões financeiras de curto prazo, embora aumentem as dívidas dos produtores.

A PRESIDENTA DILMA NÃO DEVE SER ENGANADA
Na continuidade da execução dos programas e projetos reside a chave do problema para reduzir os impactos negativos das secas, tanto na construção de cisternas, perfuração de poços e açudes, como na manutenção do ritmo de execução de programas como o da Transposição das Águas do Rio São Francisco.

Sem ação continuada, os problemas sociais continuarão indefinidamente e, as soluções serão repetidas, com adoção de medidas que não resolvem os problemas.     

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