BLOG DO LEONIDES

GOVERNO ENFRENTA A CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL ENDIVIDANDO A POPULAÇÃO

Segunda-feira, 18 de Junho de 2012

O Governo brasileiro enfrenta a crise financeira internacional, sem considerar que o sistema econômico é composto por um fluxo real, representado pela produção de bens e serviços, constituindo a oferta, e um fluxo financeiro, resultante do fluxo real, gerando a demanda.
Na verdade as autoridades conhecem as teorias monetarista e estruturalista, sendo que através da monetarista as medidas de política econômica orientam-se para aumentar ou diminuir o fluxo financeiro, criando condições para expandir ou reduzir a demanda por parte da população. As políticas de base monetária, são de fácil implementação, dentre as quais pode-se citar: aumento do salário mínimo; redução das taxas de juros; desoneração de impostos;  aumento da oferta de crédito, através de reduções no depósito compulsório dos bancos; e, políticas semelhantes, com o mesmo objetivo.
Com relação à política estruturalista, os instrumentos são mais complexos, dentre os quais pode-se citar: programas de recuperação e implantação de rodovias; modernização de portos; implantação de plantas energéticas alternativas e convencionais; projetos esses que tem repercussões em vários segmentos da sociedade, produzindo resultados de médio e longo prazos, consequentemente não provocando impactos imediatos sobre a economia. Evidentemente, a execução dos projetos gera o surgimento de um fluxo monetário, representado pelo pagamento de salários, impostos e lucros, entretanto, o aumento do fluxo será de médio e longo prazo, considerando que vai surgindo na medida em que evolui a operacionalização da programação.
Na crise financeira internacional de 2008 a adoção das políticas puramente financeiras foi correta, porque eram necessários resultados de curto prazo, e a manutenção ou aumento da demanda seria imprescindível para enfrentar a depressão internacional, criando obstáculos para que a economia brasileira não fosse contaminada e entrasse em um processo de depressão, acompanhando as economias desenvolvidas.
SITUAÇÃO ATUAL
O agravamento da crise a partir União Europeia vem levando as autoridades brasileiras a adotarem as mesmas soluções de 2008, reduzindo tributos da indústria automobilista e de vários setores econômicos, numa tentativa de aumentar a demanda e manter os empregos, solução que está entrando em um processo de saturação, pelo fato da população estar endividada. Os dados da SERASA publicados em Junho corrente demonstram que houve um incremento de 6,2% no endividamento da população, nos segmentos não bancários – cartão de crédito e comércio – entre Abril e Maio deste ano, enquanto a comparação com o mesmo período de 2011 evidencia que houve um aumento de 20%. Ademais, a taxa de inadimplência foi de 15% entre Janeiro e Maio do ano em curso.
O momento é adequado para concentrar esforços no sentido de fomentar os investimentos em projetos de infraestrutura, como estradas, portos, energia, comunicações e investimentos semelhantes, conjuntamente com o setor privado, pois assim, a economia estará gerando riquezas e, simultaneamente, aumentando a demanda, em decorrência do próprio processo produtivo.
As estradas, portos e aeroportos, estariam contribuindo diretamente para reduzir o custo Brasil, fazendo com que, fosse aumentada a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.
O Governo precisa reorientar suas políticas no sentido dos investimentos de infraestrutura, e simultaneamente, estimular os investimentos do setor privado, para o surgimento de um Capital Social Básico moderno, capaz de rentabilizar os investimentos privados.

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