BLOG DO LEONIDES

DEPOIS DO PALANQUE: Rumos da Economia Brasileira - Série Desenvolvimento - I

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

 Prof. Leonides Alves da Silva Filho

 

Após uma campanha política intensa, seguindo uma estratégia do vale tudo, a democracia brasileira demonstrou ao mundo sua verdadeira maturidade pois, o vencedor obteve apenas uma maioria de 3 milhões de votos, em um universo de 143 milhões.


O processo eleitoral merece destaque especial, tanto pela sua organização, quanto pela utilização das técnicas de informatização, velocidade no processamento e publicação dos resultados oficiais, com segurança, em 4 ou 5 horas.


Concluído o processo eleitoral, todos voltam a realidade econômica e social, com a economia crescendo em percentual próximo de zero, baixa taxa de formação bruta de capital fixo ou taxa de investimentos, situação deficitária da balança comercial e do balanço de pagamentos, despesas públicas crescentes, participação da dívida interna em relação ao PIB em crescimento, preços públicos com energia e gasolina com perspectivas de altas significativas e a infraestrutura contribuindo para aumentar o custo Brasil, criando dificuldades relevantes para a competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacional e nacional, fatos esses que estão levando as agências de risco a admitirem a tendência de redução do grau de investimento conquistado pelo Brasil, o que será muito grave.



Crescimento da economia


Os dados oficiais registram que a economia brasileira vem crescendo em percentuais próximos de zero, em uma evidente indicação de estagnação, com tendência de queda, enquanto, na economia da América Latina, os percentuais são bem superiores, deixando evidente que a estagnação econômica do Brasil, não pode ser uma mera decorrência da chamada crise internacional.


Quanto a taxa de investimentos, vale registrar que enquanto a taxa brasileira oscila em torno de 16%, com o Governo investindo apenas 2%, deixando para o setor privado 14. Na China a taxa é de 40% e o setor público participa com 36%, justificando assim elevadas taxas de crescimento do PIB da economia chinesa.


O Balanço de Pagamentos apresenta-se deficitário, face aos desequilíbrios da Balança Comercial que vem apresentando déficits, mensalmente. O Governo vem realizando operações internacionais que permitem saldar os compromissos, mantendo a reserva internacional no montante de 380 bilhões de dólares.


Por outro lado, o dólar vem sendo desvalorizado, com altas relevantes, em virtude da demanda por dólares, por investidores que estão repatriando a moeda, face a melhoria da economia americana.


Destaque-se, ainda, a perda de competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, considerando o elevado custo Brasil, em decorrência das péssimas condições da infraestrutura brasileira, principalmente em relação a estradas e portos, além da Burocracia que dificulta as exportações, aumentando, ainda mais, os custos.


Complementando esse diagnóstico sumário, para ser possível analisar políticas econômicas a serem adotadas, vale registrar o aumento das despesas públicas em atividades de custeio, em ascensão, ao lado da necessidade de aumentar tarifas e preços públicos, como energia e gasolina, exigindo estratégia adequada, para evitar impactos negativos sobre o processo inflacionário.


No próximo artigo, alternativas serão analisadas, considerando o que fazer e, sobretudo, sugerindo uma estratégia que viabilize o processo decisório de natureza política.


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