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PARTICIPAÇÃO DAS REGIÕES BRASILEIRAS NA ECONOMIA (PIB): NORTE, NORDESTE, CENTRO-OESTE, SUL E SUDESTE.

Sexta-feira, 27 de Novembro de 2020

Série Desenvolvimento – 63

Prof. Leonides Alves Filho

 

 

                A economia brasileira, vem apresentando transformações estruturais, na sua distribuição espacial no território Nacional, significando esse fato o resultado de políticas econômicas, orientadas para descentralizar o processo de geração do Produto Interno Bruto – PIB. Nestes comentários a abordagem da matéria será concentrada no período compreendido entre as décadas 1970 a 2010. Os dados abaixo, registram as evoluções espaciais ocorridas, permitindo conclusões sintéticas sobre a produção do PIB no espaço brasileiro.

Participação das regiões no PIB BRASILEIRO

 

1970

1980

1990

2002

2010

2017

NORTE

2,20%

3,30%

5,40%

4,70%

5%

6%

NORDESTE

11,70%

12%

15,70%

13%

13,50%

14,50%

SUDESTE

65,50%

62,30%

56,40%

56,70%

56,12%

52,90%

SUL

16,70%

17%

16,80%

16,90%

15,96%

17%

CENTRO-OESTE

3,90%

5,40%

5,70%

8,80%

9,13%

10,02%

 

Fontes: Análise Econômica-UFRGS, ano 11 março, 1993 n- 19; Contas Regionais-IBGE, Contas Regionais do Brasil 1985-2017, N-28; Contas Regionais-IBGE, Conta da produção 2010-2017; Contas Nacionais-IBGE, Tabela 06, Produto Interno Bruto, 1996-2018; Diário Econômico-BNB, 2016 Ano 1 - Nº 89 – Censo 2010-IBGE, Contas Regionais: de 2010 a 2013, Tabela 1; Repositório-IPEA, INDICADORES REGIONAIS, Boletim Regional, Urbano e Ambiental, BRU n-13.

                As análises sobre as variações verificadas em cada região, criaram condições para entender alguns fatores que contribuíram para o aumento ou diminuição na participação de cada uma, na Economia. Examinar-se-a cada Região, separadamente:

 

a-        Região Norte – Observa- se que no período de 1970 - 2017, a Região passou de 2,2% de participação para 6% do PIB, significando um crescimento de 3,8% sem dúvida, relevante. Torna-se importante destacar a criação de um conjunto de incentivos especiais, para instalação industrial e agroindustrial, administrados pela Zona Franca de Manaus – SUFRAMA, como também, a criação da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia - SUDAM. O grande crescimento ocorrido nas décadas de 80 e 90, refletem essa política regional, para a Amazônia.

 

b-       Região Nordeste – O Nordeste, no mesmo período evoluiu de 11,7% para  14,5%, ou seja, com um crescimento de 2,8%, também relevante, principalmente com as transformações estruturais decorrentes da ação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE, cuja maior repercussão ocorreu na década de 80, embora as décadas seguintes, tenham apresentado crescimento satisfatório, considerando a redução de apenas 2%. Na verdade, vale destacar que a partir de 2001 a Sudene foi extinta e, somente, alguns anos depois a Instituição foi recriada com uma concepção e fontes de recursos bem diferentes, não traduzindo prioridades efetivas para uma política regional voltada para o Nordeste.

 

 

c-        Região Centro-Oeste – Trata-se da que apresentou maior crescimento, considerando que partiu de 3,9% em 1970 para 10,02% em 2017, com o crescimento de 6,12%, tendo em vista que se trata da região de maior produção no país, em termos de soja e outros produtos agropecuários, voltados, basicamente, para exportação. Observasse a constância na produção, podendo-se afirmar que sua tendência no sentido do crescimento.

 

 

d-       Região Sul – Observa-se que há uma constância na participação do Sul na economia brasileira, demonstrando claramente que as transformações tecnológicas ocorridas, podem ter sido concentradas no aumento da produtividade, não significando, necessariamente, aumento da produção. Nessas condições a Região Sul continua estável quanto a participação do PIB.

 

 

e-       Região Sudeste – Ao contrário das demais regiões, o Sudeste do País teve sensível diminuição na sua participação, caindo de 65,5% em 1970 para 52,9% em 2017, representando uma queda de -12,6%. O fenômeno decorreu das políticas regionais de desenvolvimento implantadas no país, em determinado período, fato que provocou uma descentralização econômica, relativamente significativa, destacando-se que os 12,6% de diminuição traduzem exatamente os ganhos das demais regiões.  A tendência é declinante, o que é muito interessante para o pais, estimulando novos centros de produção em diversas partes da Nação, evidentemente a região Sudeste, principalmente São Paulo, sempre existiu as políticas regionais, por entender que esses instrumentos favoreciam as regiões menos desenvolvidas com recursos decorrentes de estados predominantemente produtores.

 

Em futuros artigos do Blog pretende-se analisar aprofundadamente as regiões brasileiras, destacando, prioritariamente, as que representam menores estágios de desenvolvimento, com ênfase na distribuição de renda.

 

 

 

 

 

  



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