BLOG DO LEONIDES

Lula negocia acordo nuclear com o Iran

Segunda-feira, 24 de Maio de 2010

Os esforços desenvolvidos pelos Governos do Brasil e do Iran, no sentido de negociar um acordo visando disciplinar a utilização do urânio para fins, exclusivamente, pacífico, culminaram com a assinatura de um Acordo firmado entre o Brasil, Turquia e o Iran, pelo qual, aquele País, concordou em enviar até 1.200 quilos de Urânio para processamento na Turquia e, ao mesmo tempo, seria autorizada à Agência Internacional de Energia Atômica – AIEA, viagens ao Iran para fiscalizar o cumprimento do acordo, inclusive quanto as atividades do País no campo da energia nuclear.

           

O Acordo causou surpresa aos governos e analistas internacionais porque não esperavam que a iniciativa do Presidente do Brasil produzisse efeitos rápidos, principalmente, pela complexidade do assunto, tendo, a estranheza, sido maior em virtude da decisiva participação da Turquia.

           

A reação internacional foi imediata, tendo a Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, declarado que Governo Norte americano encaminharia proposição Ao Conselho de Segurança das Nações Unidas no sentido, daquele Conselho, aprovar resolução instituindo restrições internacionais contra o Iran.

           

No Brasil, os analistas adotaram, na grande maioria, uma postura de ceticismo, partindo de premissas de quem não conhecia os verdadeiros motivos que levaram o Presidente, Luis Inácio Lula da Silva, a iniciar um processo de negociação sem, aparentemente,  contar com uma base internacional que desse suporte aos entendimentos. Alguns manifestavam preocupações quanto a um possível fracasso das negociações, o que poderia destruir toda uma credibilidade brasileira gerada em vários anos de governo Lula.

           

Na verdade, a posição dos Estados Unidos pode ter decorrido do fato do Presidente do Iran, Mahmoud Ahmadinejad, na mesma noite do anúncio do Acordo, ter declarado que o Iran continuaria a enriquecer Urânio, provocando uma confusão no campo internacional, o que, de certa forma, justificaria a posição da Secretária de Estado Hillary Clinton.

           

O Governo Americano manteve sua decisão de levar o assunto para o Conselho de Segurança com proposições fortes contra o governo do Iran, tendo para isso contado com os apoios da França, Rússia, China e da Agência Internacional de Energia Atômica.

           

Os fatos posteriores deixaram evidente que o Presidente Lula estava devidamente respaldado, pois havia recebido uma carta do Presidente Barack Obama, comentando sobre hipóteses de negociações, inclusive, tendo feito menção expressa ao quantitativo de 1.200 quilos de urânio. O mundo tomou conhecimento que a posição brasileira contava com respaldo para participar ativamente da negociação. Aliás, vale destacar, que o presidente Lula é Ph.D. em negociação pois, foi formado na Universidade Sindical, na qual, o principal instrumento é a negociação. Pode - se afirmar com segurança, que o Presidente do Brasil sempre acreditou que a força não pode ser o melhor instrumento para equacionar um problema tão complexo, como é o caso da energia atômica.

           

O processo vai continuar e a melhor alternativa para o mundo continua sendo a negociação, sem o que não se conseguirá a PAZ.

 


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