BLOG DO LEONIDES

PRESIDENCIÁVEIS NÃO CONTRIBUEM PARA DESENVOLVER A CIDADANIA

Quarta-feira, 08 de Setembro de 2010

 

A expectativa dos brasileiros era no sentido da campanha política criar condições para um amplo debate dos problemas nacionais, para que fossem possíveis discussões sobre os diversos temas, fato que contribuiria para o desenvolvimento da cidadania e, em consequência, todos teriam condições de escolher o melhor candidato para presidir o País.

 

Infelizmente, isso não vem ocorrendo, pois, os candidatos adotam uma postura de fazer promessas genéricas, sem análise dos assuntos e sem manifestarem suas verdadeiras posições sobre conteúdo, aspectos políticos das suas posições, estratégias para implantação, nem como deverão implementar as suas respectivas posições. Em síntese, são afirmativas vazias e que não contribuem para que os eleitores possam avaliar se o candidato terá condições efetivas de executar o que está afirmando.

 

Por outro lado, a estrutura dos debates promovidos é extremamente rígida, não permitindo análises aprofundadas sobre os temas propostos, o que vem afastando os eleitores, por entenderem que as discussões não ajudam na avaliação dos candidatos. Ademais, não há uma concentração em determinados temas, o que torna o debate generalista, sem criar condições para exame de todas as faces de um mesmo problema.

 

 

COMPORTAMENTO DOS CANDIDATOS

 

A candidata Dilma Rousseff, que está em uma posição cômoda, “deitada no berço esplêndido” da popularidade do Presidente Lula, aceita bem o processo dos debates e vai prometendo continuidade das políticas, sem maiores preocupações com inovações. Esse fato não significa que a ex-Ministra pretenda, apenas, dar continuidade ao Governo Lula, entretanto, entende que não há necessidade de maiores aprofundamentos.

 

O candidato José Serra, não tem se apercebido dessa estratégia, sobretudo, que ela não favorece a sua candidatura e embarca na sistemática, como se fosse a situação ideal.

 

O candidato José Serra deveria tentar aprofundar os debates para elevar o nível das discussões, o que não tem feito. Pode-se afirmar que a estrutura dos programas não permite, entretanto, seria possível, pelo menos, tentar inovações.

 

A candidata Marina Silva, não se comporta de forma diferente dos demais e, em consequência, faz promessas, nos mesmos moldes dos demais, evidentemente, no seu caso, sempre enfatizando os aspectos ligados ao meio ambiente.

 

 

SUGESTÕES DE ALTERNATIVAS

 

Considerando que as eleições são somente em 3 de outubro, há condições de introduzir modificações no processo para que os debates motivem os eleitores e, assim, participarão com maior interesse nas discussões e, ao mesmo tempo, possam decidir, com maior segurança, em quem votar.

 

Uma alternativa viável seria realizar os debates sobre temas específicos, tais como:

 

a)     Educação;

b)     Processo Inflacionário;

c)     Política Externa;

d)     Programas Sociais;

e)     Redução das Taxas de Juros; e

f)      Reformas: Política; Tributária e Previdenciária.

 

Na Sistemática proposta, os candidatos teriam oportunidade de demonstrar o grau de conhecimento da matéria, segurança na abordagem do tema, sinceridade nas colocações, mecanismos operacionais e, também, de onde viriam os recursos. As repercussões sobre a economia global do País ficariam evidenciadas com clareza e os eleitores teriam melhores condições para realizar suas escolhas.

 

Os entrevistadores teriam um papel da maior relevância em tais tipos de debates, porque manteriam o nível das discussões, flexibilidade na condução e, sobretudo, poderiam evitar questionamentos simplórios e específicos, como quebra de sigilo na Receita Federal, pois, embora o assunto seja importante, na verdade, é localizado, para uma discussão presidencial. Quebra de sigilo é um problema policial cuja apuração é de responsabilidade das instituições constituídas no País, como o Ministério Público e a Polícia Federal, entidades, sem dúvida, competentes.

 

Vale a pena pensar sobre a necessidade urgente de mudar o foco dos debates, para que se possa ter os eleitores presentes tendo a oportunidade de conhecer melhor os candidatos.


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