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EXCESSO DE GASTOS GOVERNAMENTAIS: AMEAÇAM ESTABILIDADE

Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

 

EXCESSO DE GASTOS GOVERNAMENTAIS: AMEAÇAM ESTABILIDADE

 

            Nos finais de governos os gastos governamentais são significativamente aumentados, por causa das campanhas eleitorais ou porque as autoridades decidem iniciar programas para torná-los irreversíveis, na Administração que irá assumir.

 

            No Governo atual, o fenômeno não foi diferente e, os gastos foram exagerados, quer sob a forma de aumentos de salários para segmentos especiais, ou para satisfazer despesas que se encontravam contingenciadas quando o período não era eleitoral.

 

            O fato é facilmente comprovado quando se analisa os pronunciamentos atuais do Ministro da Fazenda, Guido Mántega, voltados para a necessidade de promover cortes nos orçamentos, transferindo programas ou dilatando os seus prazos e, simultaneamente, afirmando que será necessário iniciar um austero programa de contenção de despesas. O importante é ressaltar que o comportamento do Ministro passou a ser completamente diferente das suas próprias atitudes, quando ainda não sabia se iria continuar como ministro e, na mesma pasta.

 

Vale registrar as permanentes divergências entre as posições do Ministério da Fazenda com o Banco Central. De um lado o Presidente do Banco, Henrique Meireles, argumentando que seria necessário aumentar as taxas de juros, para manter a inflação sob controle, enquanto o Ministro da Fazenda, publicamente, defendia a redução das taxas de juros, embora a conjuntura nacional e internacional indicasse a necessidade de manter os níveis das taxas, ou mesmo, o seu aumento.

 

Objetivando não perder o controle sobre o processo inflacionário, a Presidente, Dilma Rousseff, terá dificuldades, porque, certamente, não pretende cortar recursos para o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, porque dirigia o programa e, sem dúvida, acredita nos seus objetivos.

 

O fundamental é que um programa de redução de despesas terá de ser implementado, com desgastes para o Governo que assume, embora o momento, politicamente, seja favorável, considerando o início das atividades governamentais e, o povo, com o tempo, vai esquecer as decisões tomadas, porque as conseqüências atendem o interesse da comunidade brasileira.

 

O combate a inflação vai depender diretamente de medidas que restrinjam a demanda, considerando que a área governamental não tem concentrado suas prioridades no aumento da capacidade produtiva da economia, visando a oferta de bens e serviços, única condição para aumentar a demanda sem necessidade de fazer crescer as taxas de juros e induzir a redução do excesso de valorização do real.


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