BLOG DO LEONIDES

PLANEJAMENTO, ESTRATÉGIA E OPERACIONALIZAÇÃO (I)

Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

 

Série: Execução de Programas e Projetos

 

            Os baixos índices de execução de programas e projetos, tecnicamente elaborados, discutidos, aprovados e com execução iniciada, quer no setor privado ou público, tem levado especialistas a realizar pesquisas, no sentido de identificar as causas da morosidade na implementação de tais instrumentos, numa tentativa de acelerar a operacionalização.

 

            A análise de um problema dessa natureza leva à necessidade de examinar o processo e o conteúdo do planejamento, objetivando conhecer o grau de avaliação da realidade na qual o programa será executado e, se a metodologia seguiu corretamente todas as etapas do planejamento.

 

PLANEJAMENTO

 

            Inicialmente, pode-se afirmar, para efeito de moldar a abordagem sobre a morosidade na execução dos programas e projetos, que a causa principal decorre das falhas no processo de planejamento, pois, na maioria dos casos, os documentos são elaborados e aprovados sem seguirem os princípios básicos do planejamento e da programação, fato que dificulta a execução.

 

A ação planejadora visa, fundamentalmente, antecipar-se, ou seja, os planejadores são, basicamente, antecipadores, com a missão de estabelecer objetivos e fixar metas, capazes de manter ou modificar as tendências identificadas caso o previsto não interesse a sociedade ou as empresas.

 

A compreensão do assunto requer que o analista conheça a totalidade do processo, inclusive, os princípios essenciais do planejamento e da programação, para evitar erros primários na concepção e elaboração dos documentos.

 

O processo de planejamento compõe-se, fundamentalmente, das seguintes etapas, que não precisam ser seguidas linearmente:

 

A – Pesquisas e Estudos – São levantamentos primários ou secundários sobre o                                                          que se pretende abordar.

 

B – Diagnóstico – Diagnosticar significa conhecer. Evidentemente, para se                                               conhecer há necessidade de contar com uma equipe interdisciplinar, o que nem sempre acontece, pois alguns profissionais partem do pressuposto de que podem atuar sem a participação de outras especialidades, uma das causas da morosidade na execução. Princípios fundamentais como o da universalidade, que procura correlacionar à área na qual se pretende conhecer com a totalidade, nem sempre é seguido e, em conseqüência, o diagnóstico fica segmentado e parcial, apresentando distorções, levando a objetivos e metas irreais. Fenômeno semelhante ocorre com o princípio da unidade, que leva os diagnósticos a não considerarem a integração, com outros segmentos.

 

C – Prognóstico – Com base nas pesquisas, estudos e diagnósticos, as equipes                                             projetam a tendência de comportamento, sem interferência, para saber quais seriam os objetivos e metas, sem quaisquer modificações para, a partir da tendência, definir os objetivos e metas desejados.

 

D – Objetivos – Conhecida a realidade da sociedade ou da empresa, os                                             planejadores partem para estabelecimento dos novos objetivos, em função dos problemas e potencialidades diagnosticadas.

 

E – Metas – As metas, que conceitualmente, representam objetivos                                          quantificados, são estabelecidas em função dos limites da sociedade ou das empresas.

 

F – Programação – As equipes interdisciplinares, com base nas diretrizes, e                                                políticas, considerando, ainda, os diagnósticos e prognósticos, como, também, os objetivos e metas desejados, estabelecem as programações, definindo os projetos para períodos pré-determinados.

 

G – Orçamentos – Os orçamentos do Plano Global, programas e projetos,                                                precisam ser elaborados, necessariamente, com a participação técnica de especialistas, das respectivas áreas. Cuidados especiais devem ser adotados, para que os orçamentos considerem as limitações de recursos, capacidade de mobilização de novos aportes financeiros, quer nacionais ou internacionais, definindo, com objetividade, os cronogramas físicos e financeiros.

 

H – Estratégia – A estratégia deve ser associada com o COMO FAZER, ou                                          seja: um conjunto articulado e integrado de táticas, que permitam atingir os objetivos a serem alcançados, tanto global, como os intermediários. Na estratégia, haverá necessidade, ainda, de identificar as instituições, no caso dos governos,  e das unidades operacionais, no caso das empresas, que terão a responsabilidade de implantar os programas e projetos incluídos na programação. Ressalte-se que será fundamental, nessa fase, contar com a participação dos administradores porque eles serão os principais responsáveis pela execução e, a presença desses profissionais nas equipes de planejamento, permitirá que os programas sejam implementados com maior velocidade, pois, dificuldades legais, institucionais, organizacionais e de recursos humanos serão identificadas no momento da elaboração dos planos, programas e projetos e, as alternativas de soluções, devidamente, propostas. Em síntese: na estratégia, os planejadores definem o COMO FAZER, QUE INSTITUIÇÕES IRÃO FAZER, como também, estabelecem QUANDO DEVERÁ SER FEITO.

 

I – Mecanismos Operacionais – Este item completa os aspectos estratégicos,                                                                     pois os planejadores institucionais e administrativos, em função do que define planejamento, propõem os ajustes que serão necessários para que a estrutura organizacional possa executar a programação, em função dos cronogramas estabelecidos. Na quase totalidade dos planos, programas e projetos, os mecanismos operacionais não são considerados, pois, esses instrumentos não são elaborados por equipes interdisciplinares.

 

J – Acompanhamento – O acompanhamento tem como objetivo registrar a                                                         execução, sem interferir na operação. Trata-se de meros registros do que está ocorrendo.

 

K – Controle – Utilizando as técnicas inerentes ao controle, as modificações                                         serão propostas, se os registros do acompanhamento indicarem que haverá necessidade de correção.

 

L – Avaliação – Na avaliação analisa-se as repercussões da execução sobre a                                          realidade na qual foi feita a intervenção, ou os reflexos sobre a empresa, no caso do setor privado. A preocupação será com o alcance dos objetivos da programação.

 

M – Reinício do processo de planejamento – Destacando que a aplicação das                                                                                          etapas acima não são, necessariamente lineares, podendo ser simultâneas, o processo é reiniciado, ressaltando-se que pesquisas e estudos podem ser realizados durante a execução, para introdução de ajustes, inclusive nos objetivos intermediários e no global.

 

            Um destaque especial será dado ao componente designado ESTRATÉGIA, o que será feito no comentário II, da Série: execução de programas e projetos.


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