BLOG DO LEONIDES

CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL DE 2011 E A ECONOMIA BRASILEIRA

Quinta-feira, 11 de Agosto de 2011

O Brasil superou com segurança os problemas econômicos e financeiros gerados pela crise internacional de 2008, pois com uma população de 190 milhões de habitantes e uma política social que vinha aumentando o poder aquisitivo da comunidade, teve condições de estabelecer políticas capazes de manter o poder de compra e ampliar o mercado interno.
 
Ressalte-se que o Programa Bolsa Família, repercutiu mais intensamente no Nordeste, considerando que 60 por cento do público objeto, encontra-se na Região, cuja população teve a massa salarial, sensivelmente, aumentada. A estabilidade da economia brasileira, representada por uma reserva em moeda estrangeira na ordem de 250 bilhões de dólares, sem dívida com o Fundo Monetário Internacional – FMI e, ter uma rede bancária oficial e privada, moderna e estável, fez com que as autoridades tivessem condições de aprovar um conjunto de políticas, como isenção do IPI, para indústria automobilística e da linha branca, representada por fogões, geladeiras e afins, como também, reduzir o percentual de depósitos dos bancos a disposição do Banco Central, tudo isso visando manter e ampliar o mercado interno, para compensar a retração do crédito internacional e estrangeiro.   
 
O fundamental é que o Brasil ultrapassou, sem maiores traumas, a Crise de 2008, o mesmo ocorrendo com alguns outros países emergentes.
 
 
CRISE ATUAL: 2011
 
Atualmente a crise situa-se em dois pólos: Europa e Estados Unidos. No Mercado Comum, alguns países europeus, apresentam desestabilização econômica, com repercussões imediatas em todo o Mercado, inclusive, o internacional.
 
No caso da Grécia a situação foi a mais grave, porque o país atingiu uma grande desorganização nas suas contas públicas, com excesso de despesas sobre as receitas, criando insolvência interna e externa, com possibilidades efetivas de ter de declarar uma moratória internacional. A moratória provocaria o não pagamento dos empréstimos de Governo a Governo, como também junto bancos do País e do exterior, o que provocaria uma crise generalizada, podendo quebrar bancos nacionais e internacionais, a economia da Grécia embora pequena, as repercussões seriam imprevisíveis, fazendo com que o FMI, emprestasse, inicialmente, 12 bilhões de dólares, valor insuficiente para solucionar os problemas do país. O Banco Central Europeu, conjuntamente com vários países e bancos privados decidiu emprestar mais 100 bilhões de dólares, desde que o Governo Grego realizasse um reforma radical na economia do país.
 
No Mercado Comum, países como Espanha, Portugal e Itália, apresentam sérias dificuldades econômicas e, no momento, as próprias economias tentam superar, entretanto, é pouco provável que consigam sem ajuda externa.
 
Os Estados Unidos, que sempre socorreram os países, passou a por em risco toda a economia internacional, ao atingir o teto máximo de endividamento de 14 trilhões e 300 bilhões de dólares. Entrou em uma crise política interna entre o Partido Democrata, do Presidente Barack Obama e o Republicano, da oposição e após um suspense internacional, o Congresso Americano, aprovou um aumento de 2 trilhões e 100 bilhões de dólares, entretanto, o Poder Executivo teve de assumir o compromisso de cortar o mesmo montante de recursos em programas já aprovados. A área política perdeu muito com essa negociação, o mesmo ocorrendo com o Poder Executivo.
 
O BRASIL E A NOVA CRISE
 
Indiscutivelmente o quadro atual é grave, pois as dificuldades de alguns países tende a provocar efeitos negativos em toda a região do Euro e evidentemente, na economia mundial. Ademais, a economia americana, passa por momentos de grandes incertezas considerando que os acordos realizados no Congresso, na prática, serão de difícil cumprimento.
 
Um fato da maior importância repercutiu negativamente contra a economia americana, porque a empresa de avaliação de risco Standard & Poor´s baixou a classificação americana do nível “AAA” para “AA+”, fato que nunca havia ocorrido, situação essa que provocou uma queda generalizada nas bolsas internacionais.
 
A economia brasileira continua em fase de estabilidade, com expansão do seu mercado interno, apresentando crescimento das reservas internacionais que alcançaram o montante de 360 bilhões de dólares, o fluxo de capitais externos continua crescendo, a balança comercial apresenta permanentemente saldos positivos, o crédito encontra-se em expansão, os índices de desemprego são reduzidos, os bancos oficiais e privados prosseguem crescendo com estabilidade e, a inflação está sob controle, embora tenha superado o limite superior das metas estabelecidas. Ressalte-se, que um certo descontrole do processo inflacionário, decorreu do excesso de gastos ocorridos na fase final das eleições presidenciais, situação essa que o Governo vem tentando equacionar .
 
O Brasil está preparado para enfrentar uma situação dessa natureza, pois caso a crise seja agravada na Europa e os Estados Unidos não consigam retomar o processo de crescimento, com consequente falta de crédito para comercialização internacional, com fuga de capitais estrangeiros para assegurar liquidez, nos seus respectivos países, o Brasil terá condições de assegurar créditos, aos empresários, utilizando para isso arte de suas reservas. Em nível interno, os bancos oficiais e privados poderão assegurar créditos para produção promovida pelas empresas sediadas no País e, simultaneamente, ampliar as linhas de crédito para os consumidores, visando expandir o mercado interno através do aumento da demanda, o que poderá ser feito através dos bancos oficiais e dos privados, usando para isso a redução do  limite de recursos que as instituições de credito são obrigadas a depositar diariamente no Banco Central. Desonerações tributárias da produção para exportação ou para o consumo interno contribuirão, também, para estimular o processo produtivo e fomentar os empregos, sem redução da massa salarial.
 

Email | Comentários (0)












Voltar
Endereço: Rua Leonardo Bezerra Cavalcante
672 - Recife - PE CEP: 52060-030 | Fone: (81) 3268-9644 / 3441-9478

© 2012 INAD. All Rights Reserved
Website desenvolvido pela Unu Soluções